sexta-feira, 11 de julho de 2014

saber...

O telefone toca e eu fingo para mim mesma que não estou correndo para ver a notificação. Eu o procuro semi desesperadamente na bolsa e fingo que estou procurando as chaves de casas. Eu sei identificar quando passo do limite, não sei ? Sei, acho que sei, é, talvez eu tenha um pouco de conhecimento sobre o tema "limite"! Mas as coisas vão além do que eu posso impor como limite, ai se tornam tão clichês e tão platônicos, que ficam cansativos sabe? Não, não sei, desculpe...O acaso as vezes nos protege, mas só as vezes, ele não tem obrigação de colocar tudo nas nossas mãos, alias, ninguém tem essa obrigação, e você sabe disso. Sei, disso eu sei, mas...Não tem nada de mas, não há nada demais, não tem mais nada, não pode ser tão complexo essa linha tênue, não podemos nos desgastar com algo gasto por outras pessoas, mas é só dessa vez, você vai ver que ....quantas só dessa vez foram as vezes pedidas em outras apostas da vida? Quantos chiles bons foram desperdiçados nesses pontos de interrogações? Quantas linhas de reticencias mal contadas você perdeu nesse novo caderno que você tanto sonha em escrever? Devia ser proibido ser tão completamente bobo. Devia ser pecado se perder em algo que nunca foi encontrado. Você sabe das coisas, você sabe até que ponto você pode chegar, você sabe que o melhor sempre será pouco...

Um comentário:

Rick disse...

A gente sabe que é um caminho sem voltas, mas mesmo assim, decidimos ir só pra saber como é.

Viver é se arriscar.
Bjos