sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

falhas.

É como se eu estivesse em um precipício, só nas pontas dos dedos, me equilibrando, para não cair de novo naquele poço sem fundo, escutando alguém la atrás rindo de mim, rindo de todo esse tempo que eu consegui evitar, todo esse tempo que eu fingi. Eu ali quase caindo me deparo com uma ponte quebrada e o paraíso do outro lado, como fui sair de la ? como fui chegar desse lado ? Era isso que eu teria então? Precisava cair desse jeito só para ver como era lindo a visão ? Lindo, intensamente lindo, nunca esteve tao radiante, tão perfeito, social preto e aquela maldita e velha blusa vermelha, tudo a flor da pele, diferente, mais intenso, e com medo, meu paraíso ali, toda aquela minha paz, vagando sem mim, olhos vermelhos e coração na boca com o gosto amargo da possível perda, da indiscreta distracção, que te pega no ponto fraco, uma falha, um pensamento fora de mão, o desespero acumulado com orgulho. E confusa era a sensação que pairava ali, aquele vazio, naquele quarto cheio de lembranças, vários barulhos de chave na porta, será que é alguém para me salvar ? O mundo acontecendo la fora, e eu aqui dentro perdida, observando o paraíso de longe, lutando contra qualquer coisa para não perder o caminho de volta.


- Quando não estás aqui, tenho medo de mim mesmo

2 comentários:

Julliany kotona disse...

Amei teu blog,amei tanto que resolvi ficar por aqui to seguindo bjos e sempre estarei aqui para ler e comentar seus post bjo e um bom fim de semana;

Valéria Sorohan disse...

Eu por aqui ando misturando tudo, portas e tudo mais, dizendo-se entreabertas, mas nem sei...

BeijooO*