quarta-feira, 17 de junho de 2009

Palavras para o vento.

Esses dias eu lembrei de você, do teu beijo, começei a rir sozinha quando lembrava das tuas caras de desejos, me veio uma sensação boa quando me lembrei da tua pela arrepiada sobre a minha, falando aquelas coisas, respirando fundo. Eramos um tipo estranho de "amantes" você não acha? Sei lá, qual é o modelo certo de amantes, eu sempre pensei diferente você sabe disso, mais eramos estupidos demais um com o outro, deixavamos só o desejo do corpo falar, nada mais, eu não precisava mais de nada que vinha de você, e eu também só iria te dar aquelas noites, nada a mais. Agente não se dava bem fora da cama, era incrivel o quanto você era insuportavél, e eu sempre me questionei como meu corpo podia aceitar o teu, sua personalidade não fazia meu tipo, a sua ironia me deixava puta da vida, tua arrogancia me irritava muito, e eu estava cansada de saber disso, cansada de olhar você com ela, nas festas, beijando-a, e me olhando com cara de desejo, passando a mao nas pernas finas daquela garota, suas mãos grandes e grossas combinava com as minhas pernas, e você sabia disso, você sabia de muita coisa, eu não sei como eu conseguir aguentar tantos meses a tua espera no meio da noite, você me acordava do nada, me deixava pertubada, me levava a loucura, eu ficava com saudade do teu corpo grudado no meu, e isso me consumia, porque eu não podia querer você, eu não tinha você nas horas dos meus cafés da manha, eu não tinha você quando eu ia sair, quando nos encontravamos, eu tentava matar todos os desejos e vontades, que eu tinha durante o dia, durante as semanas, eu era muito boba, depositava todo meu desejo em você, mais só quando você podia, quando você nao precisava sair, ou algo do tipo, eu me sentia sozinha sem você, porem me sentia mais vazia com você, mesmo me saciando do teu corpo. Foram noites de perder a cabeça, mais você de um dia para o outro, preferiu trocar a cartada, as direçoes dos olhares, as maneiras de jogar, e eu aceitei isso numa boa, segurando todo aquele meu orgulho...

Mais isso faz dias, faz meses, e quando a noite venta muito eu lembro das primeiras noites juntos, das horas perdidas e de como era engraçado e exitante. Mas pode ficar sussegado, que eu não vou mais te preocupar com cobranças idiotas, eu eu sei que você sente minha falta, e você nao sabe o quanto eu fico feliz de dizer que não posso fazer absolutamente nada para melhorar isso.
Fiz questão de jogar nosso caso ao vento á tempos, e o que ficou para lembrar de você, foi risos, suspiros e raiva.

entende isso ?

[ texto não autobiografico..quer dizero, só algumas linhas não são autobiograficas :x ]


beeeijos meus leitores lindos *.*

respondo os comentários depois. JURO :D

6 comentários:

Maria Emília disse...

E foi o que você fez de melhor, jogar o seu caso ao vento. Pôr uma pedra sobre o assunto. Para quê despedação o coração com quem não nos merece.
Um beijinho,
Maria Emília

Soph Redfort disse...

Gostei.
Vc fez bem. ou a narradora fez bem.
whatever.
^^

byfranzao disse...

O foda é se o vento trazer de volta em breve....efeito bumerang..
bjocas

Daniela Filipini disse...

Quee lindo Sheila :)
Que paixão de desejos!
Táá liindo!

Thiago Assis disse...

pode nao ser autobiografico seu,
mas bem q poderia ser uma biografia(algumas partes) minha em certos dias...


www.thiagogaru.blogspot.com

Aquela tal de brito disse...

muito lindo xuxu
realmente sempre no começo é aquela euforia
ou quando perdemos e nao esquecemos
mas nada como o tempo para sussegar ;~

beeijos;*