terça-feira, 11 de junho de 2013

Singelo.


- Gostei de hoje
- Eu também...
- Sinto falta dele.
- Eu sei, mas se ele morasse perto, não seria tão bom como foi.
- É verdade....obrigada...

(choro)

-Ta chorando?
- Não!
- Ta sim.
- Um pouco
- tudo bem, eu to aqui.

(choro)

- Isso é saudade?
- Muita.

terça-feira, 28 de maio de 2013

duvidas.

Vou folheando os livros, vou procurando as essências, tentando achar alguma ponta para voltar, meus olhos enchem d'água ao ler alguns trechos aqui, dias e noites que não voltam, desejos e suspiros que nunca mais serão os mesmos, isso é amadurecimento? Mudança de planos constantes, rotinas que nos consome sem avisar, detalhes que vão sendo deixados para trás, e quando você percebe, há um silencio gigantesco separando você, e aquela mesma pessoa te preencheu todo vazio. Dar conselhos é tão fácil, orientar alguém que deve respirar fundo nos momentos confuso é tão simples, mas será que eu consigo manter a calma e respirar fundo? E quando o desespero me pega, me chacoalha e me deixa zonzo, aonde posso me segurar  para me sentir protegida, se todo aquele porto seguro se afundou a muito tempo!?

terça-feira, 14 de maio de 2013

Café

Foi esfriando.
perdendo o gosto, ficando amargo.
não tinha mais açúcar, não tinha mais nada para adoçar.
Foi enchendo a xícara, começou a transbordar.
O que era gostoso, começou a ficar sem graça,
e eu com as mãos atadas, cansada de trocar as xícaras,
vi meu passatempo preferindo se esgotar,
e a cada gota que vazava, eu me questionava,
em qual momento eu deixar escapar
um amor que eu tanto idolatrava.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Epifania.



A  voz da consciência já estava muda, não tinha mais voz, não tinha mais força para gritar “pare de fazer isso com você”, o tal de amor a cegou, amarrou as mãos, acorrentou os pés,  não pensava e não queria saber de mais nada, foi ai o erro, foi ai o devaneio, a luxuria, a desordem, a bagunça no seu coração e na sua vida, ainda era alimentada pelo amor, mas não sabia definir o que fazia ficar ali ainda, seria muito obvio culpar as correntes, a cegueira, não sabia dar o motivo real de estar dando os murros em pontas de facas, talvez nunca soube, talvez somente agora sentiu uma leve dor na mão, na alma, talvez só agora resolveu retirar a venda que a impedia de ver a luz, talvez parou por um minuto e colocou na balança o custo x beneficio,  e não, não estamos falando de um produto, quero dizer, de um produto qualquer, estamos falando de uma peça rara, pesada, longa,  de tirar o sono, a fome, o juízo, quanto vale? Até onde compensa? Quais as alegrias, as alergias, qual o peso das correntes, o quão apertado fica suas mãos, ao atar nessa corda? Você nunca sabe esses valores, você vai metendo a cara, vai passando por cima de todos, de tudo, vai enfrentando Deus e o mundo, porque há uma voz lá no fundo te incentivando cinicamente a continuar, por uma coisa que você não sabe se vai se dar bem, não há consciência nesses momentos, ela está bem longe, tomando uma dose com a razão, mandando você se foder, e você abraça a tempestade de areia que te seduz e diz Tchau, segura pelo braço e rodopia de acordo com ele, solta sorrisos bobos, conta as horas para ver de novo essa bagunça boa aparecer , faz planos impossíveis, ri deles por seres tão sutis e saudáveis, mal sabe ela.... O tal de amor se vai, do mesmo jeito que chegou, só não tira as correntes, as cordas, te faz o observar de outro modo, de uma maneira mais torta, mais triste, mais agressiva, mas você ainda não o culpa, não vai culpar alguém que lhe proporcionou momentos tão incríveis e únicos, você não é rude assim igual sua consciência, você ainda tem a companhia da senhora esperança, que te incentiva a dar mais um murro na faca que essa tempestade de duvidas aponta pra você, e você murra, uma, duas, três, quarto  vezes, e está tão anestesiada de amor que não sente dor, não sente as laminas, não escuta todos rindo de você, volta a não sentir fome, volta a perder o sono, enquanto a consciência espera você ter uma outra epifania, outra crise dos cinco segundos, desejando que você acorde mais disposta a mudar, a testar facas menos cortantes...

E se for só um sonho?

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oscilações...

Eu já não daria tudo pra te ter aqui comigo, eu não sei mais o tamanho dessa saudade, eu não sei mais explicar a falta que você fez. Eu to tentando escrever isso a semanas, mas a falta de tempo, a falta de palavra, o silencio colocado entre a gente me fez enrolar, me fez passar longe das linhas. Eu queria que você estivesse comigo todos os dias, me dando as broncas necessárias, e conselhos - mesmo não sábios -. Dá um nó na garganta, lembrar o que não tenho mais, dá um enjoo saber que nunca, nada mais vai ser a mesma coisa, você parece que nunca entendeu o tamanho da dor que isso ia me causar. Saiu fazendo as merdas, pensando somente no seu umbigo, não olhou pra trás, não olhou pra mim como sempre fazia, tive que mostrar a suposta fortaleza que achavam que eu era, ninguém parou pra escutar a minha opinião, ninguém perguntou se eu não queria descer na próxima estação para chorar e respirar um pouco. E agora eu sei que é tarde demais para se lamentar, é tarde demais para aparar os erros, para mostrar interesse, é tarde demais para se mostrar preocupado, pois eu, somente sinto sua falta, não preciso de você, sua ausência me fez amadurecer de uma forma tão rápida, que poucas são as vezes de que lembro da figura que você representa...não escrevo isso para se sentir culpado, escrevo isso para me desafogar de uma magoa imensa que eu carrego a anos no peito, e se você ler isso, não venha tirar satisfações, não venha dar aquelas supostas lições de moral, não me venha falar de presença, consiencia, egoismo, eu já aprendi isso, e outras coisas sozinha. Não vou te culpar dos meus medos, ou das minhas inseguranças, não vou cobrar tudo que me prometeu, muito menos te lembrar o que ficou pra trás, vou seguindo da forma que eu achei adequada pra mim, da forma que eu achei que deveria, cuspindo vez ou outra aqui a saudade e a falta que você faz.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Outro dia...


Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje já é outro dia.

Caio Fernando de Abreu.


Não sou acostumada colar nenhum texto, mas esse mereceu...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Esgotar-se

Chega a ser cansativo bater a mesma tecla, insistir no erro, gastar todo dinheiro, apostar todas as fichas, até onde vai o orgulho? E o amor próprio? Quando usamos ele ? É tão desanimador olhar para o espelho e ver aquele reflexo cansado do dia-a-dia, ver fotos e não reconhecer o próprio sorriso, escutar musicas e não lembrar com a mesma empolgação de antes. É tão frustrante você se desdobrar em mil e perceber que essas dobras não é nem a ponta do iceberg....

O pior de tudo não e nem o esforço físico/mental, é não ter pra onde correr, é acordar todos os dias, com os mesmos problemas em volta, esperando que você resolva pelo menos um terço deles.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sempre quis.


Sempre te quis por perto, nunca importei se você estava só, acompanhado, enrolando, viúvo, estressado, sempre quis, sempre quis saber o que você estava fazendo, o que estava deixando de fazer, quantos maços de cigarro estava fumando, com quem estava metendo, ou quem estava traindo, sempre quis ver seu sorriso, mesmo que não fosse pra mim. Apesar dos passos falsos, sempre quis ver sua caminhada para felicidade, mesmo sabendo que você talvez nunca chegasse lá, sempre desejei o melhor pra você, apesar das noites em claro, apesar da falta de comunicação, dos arrependimentos acumulados em nosso passado, sempre quis teu abraço e mesmo nunca precisando dele, desejava no silencio, no quieto dentro de um lugar de mim que hoje prometi nunca mais mexer. Não dói mais te ver assim, torto, solto e feliz, mas sempre quis ter a certeza de que fiz a melhor escolha, deixar você em uma distancia apropriada para gostar de mim primeiro, pra que só então poder gostar adequadamente de você.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tempo.


As palavras ecoavam na minha cabeça, era fechar os olhos e lembrar delas, é como se estivesse entre a linha da razão e do coração, você nunca esta preparado para o pior, uma boa saída é você focar no que você acha que vale a pena e seguir em frente, se deu certo bem, se não amem, não vai ter ninguém melhor para contar a experiência do que você mesmo, sinta o tal de amor,  e tudo de bom que ele pode oferecer, as palavras forte s é como a chuva, vem e vai , basta se proteger se não quiser molhar, você sempre vai estar nessa linha do que fazer e do que não fazer, do que é certo e do que é duvidoso, do que faz bem, ou o que te atrasa, vale escutar o coração, ou a razão? O que pode ser melhor pra você daqui alguns anos? O que você pode fazer para conseguir saber as respostas? Quando agente descobre o melhor? A gente consegue descobrir a tempo?


Falar é tão fácil...



Me desculpem a ausência, a vida tem me consumido muito...espero que todos tenha um ano repleto de amor, paz, saúde e muito sucesso!!um beijo enorme :)