quinta-feira, 5 de março de 2009

Father...

Meu olhar não era agradavél, eu tentei mostrar que não gostava de situação, mais eu sempre tive medo de mostrar meus sentimentos ao meu pai, sei lá, depois da minha doença - a 4 anos atras - eu e ele criamos um tabu imaginário, eu sinto isso, ele sabe disso.
Vez ou outra conversamos sem ser o assunto trabalho/faculdade/problemas, nas conversa sempre é só ele que desabafa, eu nunca falei , ele nunca deixou, nunca quis, nunca parou para ver o que eu realmente achava de tudo, ele sempre achou muitas coisas, coisas que não fazia noção ele achar, nuncative um carinho a mais, nunca cobrei, sempre coloquei na cabeça que não precisava, mais para ele, não deixar faltar comida, roupas, baladas, dinheiros para porcarias, sempre foi muito e tudo, ele não sabe aonde eu vou com as roupas que ganho, não sabe aonde eu gasto o dinheiro, não sabe o que eu como ou deixo de comer, ele não sabe o que eu penso dsa situações, não sabe meus medos, minhas duvidas, angustias. Mais eu escuto ele, deixo ele reclamar, desabafar, ameaçar, talvez isso faça bem para ele, descontrar, pensar alto, jogar para fora.Precisamos jogar tudo para fora. Eu não jogo. Mais quem liga? A situação que eu ando passando não é nada boa - como eu já falei aqui zilhoes de vezes - e eu sinto mais a falto do que o normal, mais eu engulo seco, calada, eu aprendi isso, a observar, os baldes de desabafo,reclamação e desespero do meu pai, fez eu aprender isso, a observar, a pensar no silêncio, mais não pense que ele é um carrasco - tá as vezes , haha- mais ele me ensinou muitas coisas, coisas que ele não imagina ter me ensinado, mais que vou levar para sempre comigo, até o fim dos meus dias.

Porém ver ele brincando com minha prima, rindo com ela, me fez pensar, escrever esse bando de coisas, eu não lembro dele brincando comigo, não lembro a ultima vez que ele deu um sorriso sincero e espontaneo para mim. Ele brincava comigo, até meus dez, onze anos talvez, depois dos meus 15, eu não lembro de muita coisa concreta entre nós. E ele não imagina a falta que eu sinto disso.
Eu perdi muita oportunidade para ficarmos juntos, mais ele também não fazia muita questão de saber da minha vida pessoal, e quando sabia, achava um absurdo, ele sempre achou que eu não fazia nada, que minha vida era aquilo que ele via e só. Varios outros pais também não sabe o que se passa na vida de suas filhas, mais eu não queria que fosse assim, não mesmo, não comigo, não com ele, um homem de 40 anos absurdamente inteligente, teimoso, egoista, cheio de esperanças e ambição, que escreve coisas super interessantes e cria artes-finais incrivéis. È assim que eu descrevo meu pai, é assim que dá para ver ele - por mais que eu sei que exista outros milhoes de Carlos, dentro dele - é dai que eu vejo que temos muito mais em comum, é ai que eu me machuco, mais ainda, pois no meio de tanta coisas boas, eu só vejo e sinto, a ausencia e a saudade ...

mais eu amo ele, ele tambem me ama, e sabemos disso, só que somos orgulhosos, não demostramos isso, mais eu ainda espero que essas situações mude. Vão mudar. Eu sei que vai :)


* Um problema a menos ^^

Um comentário:

Larissa Cruz disse...

Essa palavra Father, ou esse ser tem promovido algumas mudanças e hábitos aos meus pensamentos, eu espero que assim como você algumas coisas mudem.

Bjus
Me identifiquei bastante com o texto!