segunda-feira, 2 de março de 2009

outros olhos !

(...) Aquele sol me queimava por dentro, mais nunca me impediu de sair, nunca me deixou trancada em casa com minhas duvidas, por mais que isso me fizesse mal, então tomei um belo banho gelado e procurei alguma roupa que não me fizesse sentir gorda, sem fazer questão do cabelo molhado e pingando na minha blusa, sai procurando algum sorriso, ou algum motivo para ele surgir, foi por isso que eu procurei lá, eu sabia que encontraria sorrisos de sobra...enquanto eu estava indo ao local, meus pensamentos eram bons, estava contente por reve-los, iriam me fazer bem, - tola eu pensar isso - .
Como sempre a sensação boa tomava conta, o lugar, o ar condicionado, a piscina, as horas de risadas, os laracremes, semppre era um bom lugar para fugir ( depois da casa da Vanessa - melhor amiga - é claro ) o sorriso então apareceu espontaneo - puxa, como era bom ver vocês - os motivos para chorar desapareceram - mais era por pouco tempo, e eu não sabia - . O dia estava belo mesmo não ventando, mesmo como os pés inchados, o dia estava bom, para dar risadas, eu esperar pelo menos isso.
A recepção foi boa, o sorriso e o abraço de boas vindas sempre foram um cartão de visita, as primeiras dez palavras foram reciprocas, mais a sensação de mal-estar começou a tomar conta, meu estomago embrulhava de uma forma insuportavel, a vontade de sair correndo me consumia " droga, preciso sair daqui" era isso que eu pensava, era isso que eu desejava naquele sabado de sol quente, naquele mesmo sol que eu fazia questão de esperar, esperei tantos sabados iguais aqueles, que perdi a conta, o tempo secou, o inchaço começou a me incomodar, as horas não passava, mesmo com o ar-condicionado parecia que o calor ultrapassava aquelas cortinas de cor clara, nada me fazia entreter, não parava queta no sofá grande, tudo me irritava, as conversas paralelas, os estralos dos beijos, os estouros da pipoca, os passos molhados no chão seco de uma pessoa irritante, os tic-tac do relegio grande e branco na parede da cozinha, minhas mãos suadas, esperando as horas passar, as perguntas tolas, e eu segurando lagrimas que precisava sair, eu precisava cupir tanta coisa, que voltou mais amargo ainda pra dento de mim, porque eu não pude joga-las para fora, eu estava em um lugar que eu não reconhecia, eu percebi que não conheçia mais ninguem, nem o proprio ambiente, isso me consumia.
Aos poucos as horas se foram, e eu só estava dando graças a Deus por isso - impressionante isso, era inacreditavel o tanto que eu desejava sair dali e o tanto que o arrependimento de ter acordado aquele sabado me matelizava - eu até tentei voltar ao normal, mais a raiva e o mal estar era maior, eu joguei algumas coisas na cara, mais não era o suficiente, " não vale a pena" era isso que eu falava enquanto eu engolia as lagrimas, não valia a pena. Por fim meu telefone tocou, parecia um alivio escutar minha mãe do outro lado da linha me pedindo para ir para casa, eu nunca gostei tanto dela ter me ligado mandando eu ir embora de lá, peguei minha bolsa angustiada, dei um abraço meio torto neles, olhei pela ultima vez no corredor comprido, me olhei no espelho e nem me reconhecia, me acompanharam até o portão, e dei mais um abraço, lembrando-a que eu tinha medo deles me esquecerem " nunca, nada vai mudar " era isso que eu escutava, me doia porque eu sentia insegurança nessas palavras, caminhei, e ao contrario do que eu fazia sempre, não olhei para traz, não quis ver eles me dando as costas, poderia ser a ultima imagem, não queria ver eles entrando na casa sem mim, até chegar ao ponto de onibus, eu pensei varias coisas, como chegou a esse ponto? eu tinha saudades das reunioes, dos sabados idiotas e engraçados, eles não sentiam tambem? o que fez eles não quererem mais aqueles sabado?
O sol estava ofuscando teu brilho, e um belo pôr do sol começava a tomar conta do céu azul, aquele sol e raios laranja no céu, me fez lembrar de um sabado que cheguei angustiada no ponto, com as mãos suadas, e esperando qualquer onibus que poderia me levar para casa, pois eu iria ver o Marcel, e não via a hora de chegar em casa, para tomar um banho e ve-lo - hoje eu também estava angustiada no ponto, com as mãos suadas, e esperando qualquer onibus que poderia me levar para casa, mais não para ve-lo - que é uma pena haha - mais sim para fugir dali, aquele lugar aonde começou muuuitas coisas, e infelismentes estáva acabando - não sei o que exatamente, mais estava -.

Eu sabia disso, eles não, eu voltei para casa mais carregada ainda, eles, pelo que pareceu, foi como se nada tivesse acontecido, isso me matava, eles....não sei mais dizer.

* Eu queria que vocês lesse tudo isso. tola eu pensar que vocês tem tempo . Tirando isso, final de semana boom, sabado a nooite baladinha basica, e ontem aniversário da Ana Paula na churrascaria :)

10 comentários:

Fernanda disse...

dizem que o poeta só é bom se sofrer..as vezes penso nisso...
espero que essas lagrimas sequem e que vc continue sempre escrevendo textos lindos com um sorriso no rosto.

Vandi disse...

Ah essa parte do fim ...caminhei, e ao contrario do que eu fazia sempre, não olhei para traz, não quis ver eles me dando as costas, poderia ser a ultima imagem
Tão triste isso, eu moro longe dos meus amigos e mesmo sabendo que os nossos Adeus são na verdade até logo odeio ve-los indo embora sem mim! Acho que no dia que se tornar um Adeus eu morro.

beijoo se cuida, melhoras para agente :)

sarah disse...

eu li tudinho, e amei o seu texto.. e sinceramente esses não eram amigos verdadeiros, pois os amigos verdadeiros estão contigo sejam quais forem as circustancias, mais sempre haveram os verdadeiros, por isso não se esqueça deles!

Amei o blog, muito fofo mesmo, boa sorte.

Vou ser seguidora :D

Maria Fernanda disse...

que lindo aqui!

Daniela Filipini disse...

Sair pra tentar voltar ao que era antes é bom, voltar pra casa é a pior das escolhas (e não é uma escolha!)...
Eu sentia isso quase todos os dias, mas acredite, PASSA! :)

A que parou para pensar ; disse...

eu li tudo, she... eu sei muito bem sobre o que você fala, eu sei como é sentir que só você se lembra, só você se importa com tudo aquilo que passou, e pior, que só você gostaria que tudo continuasse igual... eu vejo alguns amigos e poucos ainda lembram do quanto éramos felizes quando juntos, mas esses poucos (para mim são poucos, mas para algumas pessoas podem ser um exército - sou muito sociável), ah, esses poucos me fazem flutuar e saber que é melhor viver que lembrar. Mas eu também sei que alguns amigos a gente tem pra vida toda, sem ser necessário estar lado a lado todo o tempo, porque eu sei, e eles sabem, que é sempre amor, sempre! "é sempre amor mesmo que mude.. ♪"

Saudades daqui, minha flor..
beijos :**

Brenda! x) disse...

Profundo o texto, profundo.

ah ubatuba é triiiiii, eu já fui pra lá! até que tá dando mesmo pra mim me adaptar na escola nova =) e toda mudança é necessária ne ;~

Thiago Assis disse...

ar condicionado e piscina? Oo
piscina é bom ao ar livre
=D

Alice ♥ disse...

eu li, e ficou muito lindo.
vc escreve bem pra caramba, she!
=)
beijinho
P.S\; não sei p q era pra te responder no blog, stou com preguiça de ler, sabe?

Minnie_ disse...

É como eu fico pensando... As estrelas não me bastam!
Tudo está tão perfeito, mas existe algo que não me deixa ficar feliz, não completamente.
Então eu me escondo atrás de sorrisos alheios, amigos, amores e palavras, porque me falta o que mais necessito, falta aquilo que o meu coração pede, algo que eu nem sei o que é.
Ah, eu sei. O infinito.

Bons amigos nos lembram disso, de uma forma ou de outra.

Um beeijo!