terça-feira, 3 de setembro de 2013

Abre parenteses

Ai eu volto pra estaca zero, volto a pensar em tudo por nós, e será que isso é o certo? Precisamos pensar na nossa própria felicidade, e não quero voltar ao que era, não era esse o acordo ? Eu não queria isso, queria pensar em mim, pensar no meu futuro, me garantir, já que eu não sentia garantia ao seu lado, não é certo te ver e esquecer de tudo que optei em colocar no foco, não é justo essa bagunça que você faz dentro do meu coração, não é justo ser tão complicado querer você ao meu lado. Folheio esse caderno e vejo eu mesma jurando mudanças, vejo eu mesma entrando em conflito, ficando preocupada com o futuro. Isso é não é justo, não é o acordo que eu queria pra mim, pra você....mas ai eu te vejo, você diz que a vida fica melhor quando fazemos as coisas juntos, e eu tonta me derreto, perco a linha, desmancho, a verdade é essa mesma, eu amo você e não queria te perder de vista. Mas eu não quero,  não posso, e não vou deixar de pensar em mim ! 

Fecha parenteses

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

surto.

Se amanha não for nada disso, caberá só a mim esquecer...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Portas.

Sinto falta.

É tão clichê, lembra que brincávamos que se um dia a vida separar nossos caminhos, eu iria bater na tua porta ? Pois é, eu pensei que iria demorar mais para que eu batesse, mais bati, por mim batia na sua porta todos os dias, não pedindo o amor, acho isso humilhação, pediria você, só isso, pediria para sentir seu corpo de novo, entenda como quiser, mas precisava, precisava de você de qualquer jeito, sentir seu cheiro novamente, não...eu não me arrependo do que fiz, eu to segura, eu sei o que eu to fazendo, se é isso que você quer, se é isso que você pensa quando me vê pedindo, esquece, não vou me arrepender, e não estou desesperada, é você, não tem o que discutir. Sinto falta sim, claro, tudo que é bom, precisa ser lembrando, e ouso em dizer que precisa se revivido. Você pode até interpretar como troca de favores, egoísmo, maluquice. Não estou procurando o que perdemos, estou procurando você, aquele de alguns anos atrás, que me tirava o fôlego e o sossego. É isso. Só isso!


E ai? Vai abrir a porta ?

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Hora de partir.

Chega a ser injusto como tudo termina, mas chega uma hora meu amigo, que se você não soltar as cordas desse barco, você nunca vai viajar. Chorei em cada nó que desfiz, doeu toda vez que eu olhava para o barco se distanciando. Tentei. Tentei de todas as maneiras manter os pés em terra firme, usei todas as formas possíveis e imagináveis, mas diferente de outros ventos, minha vontade de sair de lá era maior, foi crescendo de um jeito que não dava para controlar mais. Mas amei, amei manter os pés firmes nesse solo, amei mais que a mim mesma toda a situação, me deliciei a cada dia com o sol, cada brilho das estrelas, mais chega uma hora que precisamos partir, um pouco por egoismo, um pouco por conhecimento de si próprio. Eu tentei e fui feliz quase todos os dias e não me arrependo de absolutamente nada, mas esta na hora de conhecer outros mundos. 


Pedir desculpas e tentar achar a culpa é em vão, vamos levar conosco somente o que foi bom e guardar na memória todos os momentos incríveis, que passamos juntos. 
B

terça-feira, 9 de julho de 2013

Tentativas....


Então chegamos nesse ponto, nessa encruzilhada. E ai? A gente vai pra frente? A gente vira pra esquerda? Pra direita? Voltamos pra trás? Ficamos aqui parados vendo os dias passarem em volta de nós? Não me deixe voltar a trás, não me deixe parada, me dê a mão e vamos continuar, vamos seguir qualquer caminho, mas me garanta que vamos continuar caminhando, já que estamos nesse meio torto caminho, vamos tentar não desistir, como diz o poeta, vamos continuar remando para esse barco não afundar, vamos tentando, vamos lutando, vamos continuar...

Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.” – Caio Fernando

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sem choro, nem vela!

Desta vez não chorei.
Engoli o choro e a dor, escondi a magoa e mostrei mais uma vez aquela fortaleza, optei em abraçar a realidade e sentir o gosto dela, olhei para os lados e tive a cara de pau de dizer " Que legal".
Desta vez não chorei.
Preferi voltar aqui, e despejar mais algumas linhas, o que é preocupante, pois textos seus, estão ficando frequentes, coisa que não era pra ser. Mas não era pra ser tanta coisa não é mesmo?
Desta vez não chorei.
Dei uma de moderna, levei tudo a brincadeira, repetia na mente que isso acontece com todo mundo, escutei e apoiei certos comentários e opiniões, encarei de frente, e levei na boa, como se não fosse o fim do mundo, se bem que vendo por um outro lado, realmente nao é o fim, é só mais um passo pra distancia.
Desta vez não chorei.
Assustei é claro, me senti perdida, como aquela vez no PlayCenter eu deveria ter o que? Uns 8 anos? Fui brincar na piscina de bolinhas e quando sai de lá não te vi, fiquei com medo, assustada, mas ai você apareceu, e tudo tava bem, mas eu me senti sozinha aquela vez, como agora, em não te ver por perto.
Desta vez não chorei.
Tentei apresentar a mim mesma, uma pessoa que eu poderia ser, despreocupada, desligada, e é claro que eu não gostei, mas não chorei, me odiaria se passasse mais uma noite em claro, pensando no "porque", no "pra que", no "vai que", no " e se..." ....
Desta vez não chorei.
Tentei ser fiel a mim mesma, fazer as coisas de costume, trabalhar, preocupar com meus olhos verdes, ouvir as novelas amorosas mexicanas das minhas amigas, e não pensar na vida paralela a minha que você optou ter, sem me avisar.

Doeu e doí, toda vez que eu vou dormir, toda vez que vejo uma ligação de Pai e Filha, toda vez que assisto algo engraçado, que sei que você iria rir, toda vez que faço sem querer aquele "hu hu hu" tosco de comemoração com o meu irmão, toda vez que escuto um sertanejo antigo....

Dói, mas desta vez, optei em não chorar :)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Singelo.


- Gostei de hoje
- Eu também...
- Sinto falta dele.
- Eu sei, mas se ele morasse perto, não seria tão bom como foi.
- É verdade....obrigada...

(choro)

-Ta chorando?
- Não!
- Ta sim.
- Um pouco
- tudo bem, eu to aqui.

(choro)

- Isso é saudade?
- Muita.

terça-feira, 28 de maio de 2013

duvidas.

Vou folheando os livros, vou procurando as essências, tentando achar alguma ponta para voltar, meus olhos enchem d'água ao ler alguns trechos aqui, dias e noites que não voltam, desejos e suspiros que nunca mais serão os mesmos, isso é amadurecimento? Mudança de planos constantes, rotinas que nos consome sem avisar, detalhes que vão sendo deixados para trás, e quando você percebe, há um silencio gigantesco separando você, e aquela mesma pessoa te preencheu todo vazio. Dar conselhos é tão fácil, orientar alguém que deve respirar fundo nos momentos confuso é tão simples, mas será que eu consigo manter a calma e respirar fundo? E quando o desespero me pega, me chacoalha e me deixa zonzo, aonde posso me segurar  para me sentir protegida, se todo aquele porto seguro se afundou a muito tempo!?

terça-feira, 14 de maio de 2013

Café

Foi esfriando.
perdendo o gosto, ficando amargo.
não tinha mais açúcar, não tinha mais nada para adoçar.
Foi enchendo a xícara, começou a transbordar.
O que era gostoso, começou a ficar sem graça,
e eu com as mãos atadas, cansada de trocar as xícaras,
vi meu passatempo preferindo se esgotar,
e a cada gota que vazava, eu me questionava,
em qual momento eu deixar escapar
um amor que eu tanto idolatrava.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Epifania.



A  voz da consciência já estava muda, não tinha mais voz, não tinha mais força para gritar “pare de fazer isso com você”, o tal de amor a cegou, amarrou as mãos, acorrentou os pés,  não pensava e não queria saber de mais nada, foi ai o erro, foi ai o devaneio, a luxuria, a desordem, a bagunça no seu coração e na sua vida, ainda era alimentada pelo amor, mas não sabia definir o que fazia ficar ali ainda, seria muito obvio culpar as correntes, a cegueira, não sabia dar o motivo real de estar dando os murros em pontas de facas, talvez nunca soube, talvez somente agora sentiu uma leve dor na mão, na alma, talvez só agora resolveu retirar a venda que a impedia de ver a luz, talvez parou por um minuto e colocou na balança o custo x beneficio,  e não, não estamos falando de um produto, quero dizer, de um produto qualquer, estamos falando de uma peça rara, pesada, longa,  de tirar o sono, a fome, o juízo, quanto vale? Até onde compensa? Quais as alegrias, as alergias, qual o peso das correntes, o quão apertado fica suas mãos, ao atar nessa corda? Você nunca sabe esses valores, você vai metendo a cara, vai passando por cima de todos, de tudo, vai enfrentando Deus e o mundo, porque há uma voz lá no fundo te incentivando cinicamente a continuar, por uma coisa que você não sabe se vai se dar bem, não há consciência nesses momentos, ela está bem longe, tomando uma dose com a razão, mandando você se foder, e você abraça a tempestade de areia que te seduz e diz Tchau, segura pelo braço e rodopia de acordo com ele, solta sorrisos bobos, conta as horas para ver de novo essa bagunça boa aparecer , faz planos impossíveis, ri deles por seres tão sutis e saudáveis, mal sabe ela.... O tal de amor se vai, do mesmo jeito que chegou, só não tira as correntes, as cordas, te faz o observar de outro modo, de uma maneira mais torta, mais triste, mais agressiva, mas você ainda não o culpa, não vai culpar alguém que lhe proporcionou momentos tão incríveis e únicos, você não é rude assim igual sua consciência, você ainda tem a companhia da senhora esperança, que te incentiva a dar mais um murro na faca que essa tempestade de duvidas aponta pra você, e você murra, uma, duas, três, quarto  vezes, e está tão anestesiada de amor que não sente dor, não sente as laminas, não escuta todos rindo de você, volta a não sentir fome, volta a perder o sono, enquanto a consciência espera você ter uma outra epifania, outra crise dos cinco segundos, desejando que você acorde mais disposta a mudar, a testar facas menos cortantes...

E se for só um sonho?